Atitudes salvam vidas

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Atitudes salvam vidas

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set,2015
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Já repararam como nossa percepção é muito relativa? Reparem quando desejam um carro de um modelo específico, passam a reparar quantos rodam nas ruas e até então nem tinham percebido.  Existe uma explicação pra isso, nosso cérebro ficaria exausto se gravasse toda informação a qual nos expomos. Daí percebermos e gravarmos o essencial.

Pois é, em relação às doenças ocorre a mesma coisa. Só passamos a ver o que está acontecendo quando entramos nesse mundo seja por causa própria, por um familiar ou por um amigo.

Ao longo dessa luta aprendi que podemos tirar essa venda de nossos olhos e perceber que existe muita coisa que podemos fazer por essas vidas.

Gostaria de contar duas experiências que vivi que me marcaram e fizeram repensar muitas de minhas atitudes.

Pra quem não sabe, durante o tratamento do meu filho para tratar uma leucemia, me vestia de super-herói para “resgatá-lo” do hospital nas altas dele. Acreditava que dessa forma deixaria uma memória legal para substituir as de sofrimentos que passávamos. Sabendo disso, uma voluntária num hospital público me ligou pedindo se poderia me vestir novamente para um menino que estava aguardando uma medula, mas que seu estado já estava muito comprometido, afinal esperava há muito tempo por um doador compatível.

Fomos ao hospital no dia seguinte visitá-lo, eu vestido de Sr. incrível (Os Incríveis Disney) e minha esposa vestida de Sra. Incrível e encontramos uma criança muito debilitada, pois a leucemia já havia afetado o sistema nervoso e sem muito mais o que fazer por ele. Interagimos dentro do possível, o presenteamos e saímos de lá com o coração pequenino e ao mesmo tempo com uma dor enorme.

No dia seguinte esse guerreiro se foi, perdeu todas as chances.

Outra experiência ocorreu semana passada (18/09), onde saí para doar granulócitos (retirada via aférese em hemocentro) para uma criança que possuía uma doença grave no hospital em que meu filho está internado, porém, ao chegar lá fui informado que não era mais necessário, pois o mesmo não estava mais entre nós.

Doe Sangue, doe orgãos

Doe Sangue, doe orgãos

Meu filho está num hospital se preparando para um transplante onde encontramos o doador dentro da família, seu irmão de 2 e 10 meses. E se não houvesse compatibilidade? O que seria dele? Estaríamos reféns de uma situação da vida que dependeria apenas da consciência daquele que não conheço e nem saberia onde encontrar.

Enquanto não nos conscientizarmos da importância de sermos doadores de órgãos, sangue e seus derivados e ficarmos deixando para amanhã o momento de tomar atitude, continuaremos perdendo pessoas pra nós mesmo, pois se há chance de cura com uma doação, não foi a doença que o levou, mas sim nossa omissão que o permitiu partir.

O amanhã não existe, é só uma expectativa! O presente, o hoje sim! Doe órgãos, doe sangue, doe vida. Ah! Não posso deixar de dar os parabéns àqueles que já são doadores e aprenderam isso por amor ao próximo.

Sobre o Autor

Author
Octavio Fernandes
Analista de Sistemas acabei extrapolando um pouco meus horizontes. Gosto de observar e analisar tudo que vejo, ouço e sinto. Acredito que a vida é muito mais que estudar, trabalhar, ganhar dinheiro... a vida é para ser curtida em todos os momentos, até nos mais difícieis! E olha que disso entendo...